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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Poesia de Krishnamurthi

Eu não tenho nome.

Eu sou tão fresco quanto a brisa das montanhas. Eu não tenho paradeiro, eu sou as águas corredeiras.

Eu não tenho santuário como os deuses escuros nem estou no escuro dos templos profundos. Eu não tenho livros sagrados, nem sou eu bem cozido nas tradições.

Eu não sou o incenso montado nos altares mais altos, nem a pompa das cerimonias. Eu não sou, nem estou nas imagens gravadas, nem nos cantos ricos das vozes melodiosas.

Eu não estou atado, contido pelas teorias, nem corrompido pelas crenças. Eu não estou preso nas fronteiras das religiões, nem na agonia piedosa dos padres. Eu não estou atado pelas filosofias nem seguro no poder das seitas.

Eu não sou baixo nem alto. Eu sou aquele que reza e aquele para quem a reza é dirigida. Eu sou livre. A minha canção é a canção do rio, me chamando até os mares abertos.

Vagando, vagando... eu sou vida. Eu não tenho nome. E sou tão fresco quanto a brisa das montanhas.


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