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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Conversaremos os pés, por Satyaprem

Há muito tempo atrás, escrevi um poema para o Osho, um haiku, forma poética japonesa ZEN como arte de dizer o máximo com o mínimo:

entrem e sentem
conversaremos os pés
sobre o nada

Só os seus pés irão entender o que temos para falar, a sua cabeça não entenderá.

Eu preciso que seus pés entendam.

O único conhecimento válido, é o conhecimento que entra pelos seus pés, que está além das palavras, e já está aqui.

Apenas uma coisa o impede de ver: achar que não pode ser assim.

E é isso que compartilhamos em Satsang.

Estamos aqui para desentocar aquilo que está escondido embaixo do oceano, aquilo que está desde o primeiro momento como o grande historiador de tudo.

Satyaprem - Diário
Brasil, 03/04/2012

http://www.satyaprem.com/diario.asp


segunda-feira, 26 de março de 2012

Permita que Deus lhe conquiste, por Satyaprem

Você é algo inimaginável.

E eu espero, do fundo do meu coração, que você esteja em condições de receber a visita do desconhecido.

Osho diz: "Deus não pode ser conquistado. Você só pode permitir que ele o conquiste".

Permita que Deus lhe conquiste.

E isso só acontece quando você sai do caminho.

Somente diante do colapso dos seus pensamentos e crenças - quase como uma colisão do complexo sistema chamado 'Você' -, que Deus pode aparecer.

Em nosso contexto, Deus é esse algo mais, essa não-coisa, que sempre esteve presente, porém, escondido embaixo das nuvens de pensamentos que você insiste em alimentar.

Não esqueça: "Você só pode permitir que Deus o conquiste".

Satyaprem - Diário
Brasil, 25/03/2012

http://www.satyaprem.com/diario.asp


segunda-feira, 19 de março de 2012

O paraíso é aqui e agora, por Satyaprem

O segredo que Satsang compartilha é que você é a Observação presente exatamente agora, exatamente aqui.

Que esforço precisa ser feito para ser o que você já é?

Que esforço você precisa fazer para estar aqui?

O que lhe é exigido para que você esteja no agora?

Já parou para perceber?

Inúmeras tradições nos envenenaram com a ideia de que deveríamos fazer algo, passar por uma série de ritos e princípios para chegar ao paraíso.

O convite neste momento é para que você pare e veja que este que você chama de “eu” acontece dentro d’Aquilo que, de fato, é Você – e isto é perfeito e está em todos os lugares, portanto, não pode ser alcançado num outro tempo e num outro lugar senão aqui e agora.

Ou seja, as tradições impossibilitam a visão clara de que o paraíso é aqui e agora e que não há absolutamente nada além disso.

Veja!

Satyaprem - Diário
Brasil, 19/03/2012

http://www.satyaprem.com/diario.asp


quarta-feira, 14 de março de 2012

Apenas celebre! por Satyaprem

A proposta que eu trago é que você faça um breve balanço do seu viver e veja: quem é que guia você?

Você é um mero objeto para a subjetividade pura que a Consciência é.

E neste momento você assume uma infinita liberdade, fazendo aquilo que está nas suas mãos e largando de mão todo o resto.

Apenas celebre!

O que quer que seja que tenha que se manifestar através de você, não pegue como pessoal.

Você não é uma pessoa!

Tudo é manifestação da Consciência, não tem nada fora dela.

É por isso que, do ponto de vista que Satsang nos convida a ver, aquela velha noção de céu e inferno desaparece.

Onde tem céu?

Onde tem inferno?

Só na sua imaginação.

Essa história tem apenas um papel de controle social e nenhum outro.

Você não vai a lugar nenhum – nunca foi e nem irá.

Você sempre esteve, está e estará aqui e agora.

Seja com uma noção equivocada de si como pessoa, com uma identidade, ou não.

Satyaprem - Diário
Brasil, 14/03/2012

http://www.satyaprem.com/diario.asp

segunda-feira, 12 de março de 2012

Quem é que guia você? por Satyaprem

A proposta que eu trago é que você faça um breve balanço do seu viver e veja: quem é que guia você?

O que é que guia o seu dia a dia?

Eu arrisco dizer que existe uma grande possibilidade de que seja esse fornecedor de dificuldades.

Não é a sua verdadeira natureza que está lhe guiando.

Mas eu me pergunto: por que optar por tanta dificuldade, se tanta facilidade está disponível ao alcance das suas mãos?

Não se assuste por mera ignorância, por não se dar conta de algo inestimável que existe dentro de você.

Resgate, reconecte com Isso que tem todas as respostas.

Ou, melhor ainda, que aniquila todas as perguntas e nos deixa sem necessidade de respostas.

Você insiste em transformar o mistério, que é viver, em um problema.

Mas, veja!

É apenas um mistério.

Extremamente intenso e cheio de vitalidade.

É simples!

Olhe para dentro!

Satyaprem - Diário
Brasil, 11/03/2012

http://www.satyaprem.com/diario.asp

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A mente é uma mala cheia de coisas, por Satyaprem

A Observação introduz na sua vida a capacidade de ver que não existe nenhuma necessidade de se envolver com qualquer evento.

Você age com o momento, faz o que tem que ser feito, e quando termina, está terminado.

Existem muitas outras coisas em ocorrência.

Saiba: uma mente rica é cheia de eventos passados.

Uma mente pobre não tem eventos.

Pobreza significa não ter, não conter.

Por isso, permaneça vazio.

Até pode parecer que algum esforço é necessário, mas nada é exigido para que você exerça sua própria natureza.

A mente é uma mala cheia de coisas.

Você pode ir diminuindo o tamanho da mala, deixando somente o necessário.

Experimente!

Satyaprem - Diário
Brasil, 23/01/2012

http://www.satyaprem.com/diario.asp

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Abra seus olhos e mantenha-os abertos, por Satyaprem

Existem muitos mal entendidos, tudo o que é dito pode ser adaptado.

Não adapte, olhe!

A única coisa que lhe resta, se você realmente quer libertar-se do engano, é abrir os olhos.

No sonho que você vive, de olhos fechados, você é um personagem com um destino obscuro; um personagem regulado por uma trama de perdas e ganhos.

O tempo todo está em pauta se você está se dando bem ou se dando mal; se vai dar tudo certo ou se vai dar tudo errado.

Este é o drama do personagem.

Isso é estar de olhos fechados.

E não precisa despertar em seu personagem a preocupação ativa de abrir os olhos de outrem.

Abra seus próprios e isso será suficiente!

Abra seus olhos e mantenha-os abertos.

Isso irá contagiar quem estiver próximo, na mesma vibração, pois não existe distância física nisso que estou apresentando.

A distância física faz parte do mundo dos olhos fechados.

Quando abre os olhos, se dá conta que a distância física é ilusória.

Ela faz parte da tragédia.

Na comédia, você descobre que, se tudo é você, não tem como haver distância física entre você e você mesmo; afinal, não tem nada, nem ninguém que não seja você.

Existe uma combustão espontânea, mesmo sem nenhuma proximidade física, porque existe um campo vibratório.

Satyaprem - Diário
Brasil, 24/11/2011

http://www.satyaprem.com/diario.asp